Repensando o Modelo de Negócios e a Mentalidade do Empreendedor

 


A Essência Oculta do Sucesso Empresarial: Repensando o Modelo de Negócios e a Mentalidade do Empreendedor

Muitos empreendedores, por vezes, trilham seus caminhos de negócios baseados em tradições familiares ou na simples replicação do que veem, sem sequer reconhecer a existência de um "modelo de negócio". Essa falta de consciência é comparada à "síndrome de Gabriela", onde a pessoa acredita que as coisas são fixas e imutáveis: "eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim". No entanto, a realidade é que não precisa ser assim; um modelo de negócio bem estruturado é a espinha dorsal de um empreendimento lucrativo e sustentável.

O Modelo de Negócios como Solo Fértil

O vídeo enfatiza uma poderosa metáfora: se o negócio é a semente, o modelo de negócio é o solo. Uma semente excelente (um produto, uma ideia ou um empreendedor de qualidade) não prosperará se plantada em concreto, asfalto ou carpete. Da mesma forma, um bom produto ou uma ótima ideia podem falhar se o modelo de negócio for inadequado. Um modelo de negócio robusto é capaz de transformar pessoas medianas em extraordinárias, enquanto um modelo deficiente pode levar até mesmo pessoas boas a terem performances medíocres. A falta desse entendimento é generalizada, com grande parte dos empresários sequer sabendo que essa dimensão existe.

O próprio Flávio Augusto compartilha sua trajetória, revelando que demorou 13 anos para entender profundamente a importância de um modelo de negócios. Ele iniciou sua primeira escola em 1995, desenvolvendo um modelo baseado nas referências que possuía, que, embora não fosse o ideal, foi suficiente para começar. O sucesso dessa primeira unidade o levou a replicar o modelo, abrindo 24 escolas em apenas três anos. Contudo, replicar a mesma abordagem para 24 ou até 400 escolas mostrou-se insustentável, resultando em exaustão e a percepção de que "alguma coisa estava muito errada". Foi nesse momento de reflexão profunda, apelidado de "pensar na vida", que ele percebeu a necessidade de uma mudança drástica no modelo, reestruturando o negócio para um modelo de franquia e outras abordagens. Essa transformação não apenas melhorou a lucratividade, mas também valorizou a empresa em quase 1 bilhão de reais na venda.

A Mentalidade do Empreendedor: Além da "Gorjeta" Mensal

Um dos pontos mais críticos abordados é a mentalidade do empresário. Infelizmente, muitos empreendedores pensam como empregados do seu próprio negócio, focando no "lucro" do final do mês como se fosse um salário. Essa mentalidade, que o vídeo classifica como "industrial" – receita menos despesa, e o que sobra é meu salário – é limitante.

O verdadeiro empresário deve ir além. O lucro, ou dividendo, é a "gorjeta" do empresário, algo bom e desejável, mas não a principal fonte de riqueza. A maior riqueza está na construção do valor do negócio em si, no "equity". Enquanto 80% das empresas quebram e a maioria das restantes apenas "anda de lado" ou tem lucro, apenas 0,1% constrói valor e riqueza, ou seja, equity.

Para ilustrar essa diferença, é utilizada a metáfora da "impressora de dinheiro". Se uma empresa é como uma impressora que gera 1 milhão de reais por ano, o verdadeiro valor não está nos 1 milhão que ela imprime anualmente, mas sim no valor da própria impressora. O valor dessa "impressora" (o negócio) pode ser de 7, 8, ou até 10 vezes o lucro anual, dependendo de diversos fatores de mercado. Métodos como o fluxo de caixa descontado (Discounted Cash Flow – DCF) são usados para calcular esse valor presente futuro.

A mensagem crucial é que o empresário deve trabalhar para construir o valor do seu negócio, e não para ser um funcionário dele. Se a intenção é apenas ter um "salário" e evitar riscos, talvez seja melhor ser empregado de outra pessoa, usufruindo de benefícios como 13º e FGTS, sem o peso do risco empresarial. A mentalidade de construir riqueza e equity deve estar presente desde o primeiro dia, independentemente do tamanho do negócio. É essa expertise em modelagem de negócio e a mentalidade focada em equity que permitem que empreendimentos, como o Mentor League Society, atinjam faturamentos expressivos e atraiam interesse de investidores mesmo antes de completar o primeiro ano.

Portanto, a reflexão fundamental é: estamos apenas buscando a "gorjeta" mensal ou estamos intencionalmente construindo uma "impressora de dinheiro" de valor duradouro? A resposta a essa pergunta define o verdadeiro potencial de um empreendimento.


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